Das coisas que não foram do tempo

A presilha, as chaves, o tabuleiro de xadrez
A triste janela, os territórios devastados
Escritas que não encontrarão seu tempo no eterno.
Restou-me o cotidiano e os seus por quês,
Um livro e suas páginas marcadas
Taças azuis e a noite que não aconteceu
sem dúvida inesquecível e já esquecida.
O espelho transversal em que arde
uma ilusória felicidade. Quantas coisas,
pimenta, xícaras, talheres, violetas
Tudo à mesa
Você não veio.
E as coisas sem ênfase
Nunca saberão do amor de um momento.

sonho

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